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Setenta e cinco por cento das empresas espanholas estao preparadas para implantar agentes de inteligencia artificial

11 de outubro de 2026 · 4 min de leitura

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Timo Wielink / Unsplash

Setenta e cinco por cento das empresas espanholas estao preparadas para implantar agentes de inteligencia artificial, segundo um estudo recente. As organizacoes deixaram de questionar se devem ou nao adotar essas tecnologias. O foco atual recai sobre quais fluxos de trabalho justificam o custo de operacao e como levar esses sistemas a producao. Essa mudanca de perspectiva e uma das principais conclusoes do documento analisado.

O levantamento foi elaborado a partir das respostas de mais de setenta lideres de tecnologia e recursos humanos, representando vinte e cinco setores diferentes. O estudo examina as expectativas das empresas em relacao a esses sistemas, os riscos percebidos e o grau de disposicao para delegar tarefas nos proximos dois anos. Noventa por cento dos executivos entrevistados desejam agentes capazes de aprender e reter o contexto de trabalho. No entanto, setenta e tres por cento continuam preocupados com as alucinacoes operativas dos modelos. Essa preocupacao cresce diante do risco de que um erro da inteligencia artificial se transforme em uma acao real.

Almém da memoria persistente, da autonomia e do controle, as empresas comecam a exigir funcionalidades adicionais e sofisticadas. Sete em cada dez participantes apontam a multimodalidade como uma chave fundamental para o futuro. Essa capacidade permite trabalhar com diferentes tipos de informacao, como texto, imagens, audio ou video. Cinco em cada dez destacam a capacidade de execucao e orquestracao de tarefas. A transicao da inteligencia artificial generativa para a agentic altera significativamente a dimensao dos riscos existentes.

Anteriormente, em um fluxo principalmente conversacional, a resposta gerada pela inteligencia artificial chegava a uma pessoa, que podia revisa-la antes de usa-la ou tomar uma decisao. Agora, quando um agente tem autonomia suficiente para agir, o erro pode ser transferido para um processo real sem revisao previa. Isso gera preocupacoes relacionadas ao controle da informacao e das decisoes. Sessenta e nove por cento dos lideres citam a incerteza sobre para onde vao os dados com os quais a inteligencia artificial se alimenta. Cinquenta e nove por cento apontam a falta de tracaibilidade existente. Para resolver as alucinacoes, quarenta e tres por cento indicam a governanca do conhecimento como base necessaria para evita-las.

A maior autonomia dos agentes nao significa que as empresas planejam remover as pessoas dos processos. O papel dos humanos dentro desses processos e que comeca a mudar. A medida que certas tarefas sao delegadas, os profissionais ganham peso em outras tarefas essenciais, como a definicao de objetivos, a supervisao do trabalho e a contribuicao de criterio. Sete em cada dez lideres pretendem manter o humano em um papel de supervisao ou controle do agente, e nao de execucao. Trinta e sete por cento identificam um papel protagonista como supervisor estrategico para avaliar o resultado final. Trinta e tres por cento veem o humano como interventor operacional, capaz de autorizar cada passo critico.

Quarenta e sete por cento focam no requalificacao e aprimoramento dos profissionais para a formacao em prompt avançado e gestao de agentes. A empresa autora do estudo prev que os humanos passarao de gestores de pessoas para gestores de agentes. Esse novo perfil sera capaz de coordenar o trabalho de equipes que nao gerenciam apenas pessoas, mas tambem agentes. O proximo passo sera identificar quais tarefas esses sistemas podem assumir de principio a fim, quais necessitam de pontos de validacao e em que momentos a intervencao humana e imprescindivel.

Setenta e cinco por cento dos lideres apontam o redesenho dos fluxos de trabalho como uma das principais areas para investir. As empresas terao que decidir o que pode ser delegado, que informacao um agente precisa para agir corretamente e onde devem ser mantidos controles humanos. Os dados e o conhecimento interno adquirem um papel especialmente relevante. Quanto maior for a autonomia desses sistemas, mais importante sera que trabalhem sobre informacao confiavel, atualizada e corretamente governada. A empresa situa os dados, a arquitetura, a governanca e as pessoas entre as bases necessarias para passar da experimentacao com agentes a sua integracao real no negocio. Trinta e nove por cento dos diretores esperam que os primeiros casos de sucesso ocorram em operacoes e financas. Trinta e um por cento esperam resultados em marketing e vendas, a frente de outras areas como recursos humanos, juridico, logistica ou desenvolvimento de software. O informe propoe uma evolucao progressiva, comecando por processos concretos em que possam demonstrar sua utilidade antes de escalar para outros departamentos.