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Versão comprometida de extensão do Claude Code expõe até 5 mil usuários do Cursor a risco de acesso remoto

2 de novembro de 2026 · 2 min de leitura

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Colorful sticky notes scattered on a white board
Akinyemi Gbadamosi / Unsplash

Uma versão alterada da extensão do Claude Code, distribuída na loja de extensões do Cursor, permitiu que um atacante instalasse uma chave de acesso remoto nas máquinas de até 5.000 usuários. O incidente ocorreu entre 10h27 e 21h35 do dia 29 de outubro de 2026, horário de Paris, e foi identificado após a publicação de um boletim de segurança pela empresa Cursor.

O código malicioso consistia em 66 linhas inseridas no início do arquivo principal da extensão, executadas automaticamente ao carregar o editor, sem necessidade de interação com o modelo de inteligência artificial. A análise técnica revelou que o script tentava estabelecer um túnel reverso para a porta 22 do sistema, o que exigia privilégios de administrador. Pesquisadores apontaram que essa etapa falharia em sistemas macOS devido a uma falha específica, mas representava um risco imediato em ambientes onde o serviço de acesso remoto já estava ativo, como em máquinas Linux ou computadores com a sessão remota habilitada.

Há divergências sobre a origem do ataque. A Cursor afirma que a versão não foi desenvolvida pela Anthropic, mas o pesquisador Kevin Beaumont contesta essa versão, argumentando que a extensão foi publicada usando a conta verificada da Anthropic, o que indicaria uma violação de segurança na infraestrutura da empresa. Beaumont também criticou a publicação da versão seguinte, a 2.1.314, sem aviso prévio aos clientes. A versão comprometida, 2.1.313, foi removida das plataformas Open VSX, Microsoft Marketplace e Cursor, com a nova versão publicada em 30 de outubro às 2h07.

A janela de exposição durou aproximadamente 11 horas. A Cursor retirou a versão e suspendeu temporariamente o acesso à sua loja para realizar a rotação de chaves. A Anthropic não emitiu comunicado oficial sobre o incidente até o momento da redação desta matéria. A empresa Cursor forneceu scripts de limpeza para sistemas macOS e Windows, enquanto Kevin Beaumont publicou consultas para a ferramenta de defesa da Microsoft. A desinstalação ou atualização da extensão não remove os scripts de persistência instalados, exigindo verificação manual dos sistemas afetados.